Rotas & Rituais / Cinema São Jorge

4 conferências, 18 documentários, 3 concertos e 1 exposição. Assim é o Festival Rotas & Rituais 2014 que, a partir de hoje, dia 14, até 23 de novembro, promete dar que falar, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

A liberdade é o mote da 8.ª edição do Festival Rotas & Rituais. Por isso, o evento começa, às 17 horas de hoje, com a inauguração da exposição ±Grândola, Vila Moderna±, da autoria de Miguel Januário, criador do projeto ±MAISMENOS±, na companhia de Mudam-se os Tempos, uma seleção de sonoridades que se definem “de combate” de antes e de depois de abril de 1974, pela mão de João Carlos Callixto. Para as 19 horas está agenda a exibição do premiado documentário “#chicagoGirl”, de Joe Piscatella. À noite há mais cinema, com “Everiday rebellion”, de The Riahi Brothers. Os documentários tomam conta da programação diária do evento, com histórias recentes de luta pela liberdade e pela dignidade, de realizadores de todo o mundo, com destaque para o filme “Dirty wars”, de Richard Rowley, o qual conta com oito prémios e cinco nomeações.

E uma vez que o acesso à informação e ao debate requer o exercício pleno da democracia – outro dos vocábulos que mais se ouvirá no decorrer do festival –, há quatro conferências que irão refletir a atualidade da Europa e da democracia, bem como o papel da Internet e da comunicação social. Para o efeito, ouvir-se-ão as vozes de figuras bem conhecidas, como Conceição Queiroz, Joana Amaral Dias, José Pacheco Pereira, Ricardo Araújo Pereira, José Luís Garcia, José Manuel Fernandes, entre outras personalidades em áreas distintas, como a política, a sociologia, a história, a economia ou os novos media.

A música regressa ao palco do Cinema São Jorge no dia 20 de novembro, com o Projecto com Voz, um coro de mais de três dezenas de elementos, com idades compreendidas entre os 55 e os 83 anos, e que nasceu para quebrar estereótipos associados à idade. A direção do grupo está nas mãos do Maestro Pedro d’Orey que, nessa mesma noite, aborda temas de Zeca Afonso e do pop/rock. Sempre em português. A noite que se segue dita a vez da voz e da guitarra de Lula Pena na primeira parte do concerto de B Fachada. No dia 22 de novembro, o palco é do rock irreverente dos Mãos Morta, a banda de Adolfo Luxúria Canibal, com três décadas de existência e que, este ano, lançou o álbum “Pelo meu relógio são horas de matar”.

A entrada é livre em todos os eventos, à exceção dos concertos de B Fachada e de Mão Morta, cujo valor de cada bilhete é de 8 euros. Para consultar o programa é aqui. A ir! •

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