10.º aniversário / Centro Cultural Vila Flor

Durante mês de setembro, que amanhã começa, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, está em festa pois cumpre 10 anos de intensa atividade. E para celebrar a preceito: música, dança e teatro.

Como proposta para celebração, que durará o mês do início ao fim, o CCVF aposta numa programação rica e variada. Haverá dois concertos no jardim (Manta), com um regresso – Manel Cruz – e uma estreia absoluta – Angel Olsen. Uma peça de dança contemporânea – “Pântano” – em regime de coprodução por uma companhia associada – Útero. No teatro, uma estreia – “Pantagruel” -, que resulta do trabalho do Teatro Experimental do Porto com o Teatro Oficina, companhia residente. E fechará como abriu, com uma estreia absoluta – “Festival” -, pela Companhia de Teatro Mala Voadora.

Angel Olsen © Cait Fahey.

Celebrar 10 anos de vida de um equipamento arquitetónico da qualidade e da importância do Centro Cultural Vila Flor não poderia nunca confinar-se à sua ordem material, apesar de bela; mesmo à condensação da sua imparável história contada num só dia. Soube-se então, e sabe-se hoje, que o dia 17 de setembro de 2005 haveria de mudar, elevando, o paradigma artístico da cidade de Guimarães a níveis de reconhecimento internacional. Tudo terá começado pelo sonho de inúmeras pessoas ao longo dos tempos, que haveria de ganhar forma mais real e definitiva com o surgimento de um magnífico espaço multifuncional, o CCVF, que respondia como nenhum outro à ambição de uma fruição cultural sem precedentes. Esse valor imaterial crescente foi construído com base na visão que a cidade implementou, enquanto estratégia para a valorização da cultura, como fator identitário de Guimarães, no plano nacional e internacional e, ainda, enquanto veículo portador de oportunidades para os seus habitantes em geral. Chegados aqui, e antes de voltarmos a sonhar todos juntos sobre o que poderá ser a nova década do CCVF e da cidade no campo cultural, é obrigatório, ao longo deste mês de setembro, representar parte das linhas orientadoras da programação deste utópico lugar que todos habitamos e das várias linguagens que constituem o seu mosaico artístico“, CCVF.

Ao pormenor, apresentemos o programa desta merecida celebração. Tudo começa no primeiro fim-de-semana de setembro, com o Manta, nos dias 04 e 05. Um momento perfeito para o início das celebrações com o regresso de Manel Cruz – sexta-feira, às 22h30 – ao jardim do CCVF, seguido de uma estreia absoluta em Portugal da cada vez mais cintilante Angel Olsen – sábado, às 22h30. Ambos representam a linha contemporânea da programação na área da música a que esta casa, em Guimarães, já tão bem habituou o público. Após os dois concertos, a energia festiva prolonga-se no jardim do CCVF com Dj sets a cargo de Lovers & Lollypops Soundsystem e Isidro Lisboa (Rádio Nova), respetivamente.

“Pantagruel” © João Rosário.

No dia 12 de setembro, às 22h00, o Grande Auditório do CCVF será palco da dança contemporânea através da coprodução “Pântano”, do Útero – estrutura associada do CCVF, que tem transportado o nome de Guimarães para palcos internacionais, fruto da circulação das suas criações artísticas. De 17 a 20 de setembro, sempre às 22h00, os jardins do Centro Cultural Vila Flor serão invadidos pela estreia no teatro de “Pantagruel”, uma coprodução da companhia residente da Oficina, o Teatro Oficina, com o Teatro Experimental do Porto que se mantém na missiva de reforçar a estratégia de Guimarães, cidade de criação, e a importância da valorização da comunidade artística da cidade, na relação com o universo que a circunda. No dia 26 de setembro, também pelas 22h00, na Black Box da Fábrica ASA, as celebrações encerram com a estreia absoluta de “Festival”, uma peça de teatro em regime de coprodução, da autoria da companhia mala voadora. Uma relação de longa data, que simboliza também a capacidade que o CCVF tem tido para construir ligações fortes com os artistas, que se estende à cidade e ao seu projeto cultural corrente.

Música, dança e teatro, com três estreias absolutas e outras tantas coproduções, constituem uma amostra representativa da força da criação e da sua pluralidade artística, no caminho percorrido pelo CCVF durante estes dez anos de existência. A si, se andar por Guimarães no setembro que amanhã começa… deixe-se contagiar pela festa e sinta a música, viva a dança e vá ao teatro. Bons programas, na cultura a norte. •

+ CCVF
© Fotografia de destaque: “Pântano”, Leonor Fonseca.

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