Do Brasil: Dani Black

O Brasil é um imenso universo preenchido de músicos brilham com uma intensidade que é difícil não reprar neles. A música parece fazer parte do ADN de todo o brasileiro. Dani Black é um desses músicos que agora chega a Portugal com uma digressão que o vai levar a várias salas nacionais, no início de 2016.

Na bagagem, Dani Black trará o celebrado “Dilúvio”, segundo registo de uma carreira que embora curta no tempo, é já longa no sucesso. Na sua história, Dani regista cumplicidades com Zélia Duncas e Chico César, um dos seus primeiros apoiantes, e regista a escrita de canções para músicos cintilantes como Elba Ramalho, Maria Gadú e Ney Matogrosso. Dani estreou-se em nome próprio, em 2011, com o singelamente titulado “Dani Black” – álbum em que cantava criações próprias e em que dava voz a “Comer na Mão” de Chico César. Antes de “Dilúvio”, lançado no verão de 2015, Dani lançou um EP com gravações ao vivo, não fosse o palco uma das suas principais plataformas de afirmação: “guitarrista de excepção, Dani Black é um performer tão insenso como as suas canções, entregando-se de corpo e alma sem rede, facto que lhe tem valido os mais rasgados elogios no Brasil e não só“.

“Dilúvio” é um álbum em que conta com Milton Nascimento como convidado (em “Maior“, vídeo acima), onde se ouve Renato Neto, teclista que tocou com Prince durante mais de uma década, e que conta com a produção de Conrado Goys. Entre baladas e temas que buscam no rock, no funk e no reggae as suas coordenadas maiores, “Dilúvio” revela Dani Black como intérprete e compositor a ter na mira, um artista de corpo inteiro que escreve letras assim: “E quando acender a minha chama / Todos os sins vendo os nãos em apuros / Eu quero é morrer num beijo puro / De línguas e sais“, (do tema que dá título ao novo álbum).

Para apresentar este disco que trará a Portugal em janeiro/fevereiro de 2016, Dani diz: “É um dilúvio de ideias, de mensagens, de sensualidade muitas vezes. É um disco espontâneo. Por mais que tenha sido feito minuciosamente, a parte orgânica, que sou eu, é muito espontânea.” Um disco de verdades que condiz com o autor. As datas para ouvir Dani Black são várias, em vários palcos:
27/01 – São Luiz em Lisboa.
29/01 – Auditório Municipal de Sines.
30/01 – Casa do Povo de Santo Estevão de Tavira.
01/02 – Casa da Música, Porto.
02/02 – Salão Brazil, Coimbra.
03/02 – Espaço Cultural Pedro Remy, Braga.

A tomar nota. A descobrir estes sons do Brasil. •

+ Dani Black
© Fotografia: Dani Black.

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