Nova imagem. Castas novas / Terras d’Ervideira

Terras d’Ervideira branco de 2015 e Terras d’Ervideira tinto de 2014 são as referências desta adega alentejana que estrearam os novos rótulos, mas também a entrada do Arinto, no primeiro, e da Touriga Nacional, no segundo.

Com a entrada de março no calendário gregoriano, as boas vindas à primavera que se avizinha é, feita com o Terras d’Ervideira branco de 2015, apresentado como “um grande vinho para o dia a dia”, frase inscrita no menu de apresentação das boas novas desta adega de Reguengos de Monsaraz no restaurantes Descobre, em Belém, Lisboa onde, segundo Duarte Leal da Costa, diretor executivo da Ervideira, os vinhos são tratados a sério.

Terras d’Ervideira branco de 2015 e o muito guloso queijo de ovelha com doce de malagueta do Descobre

Feito a partir das castas Antão Vaz, Roupeiro e Arinto, sendo esta última a casta que veio substituir o Perrum, o Terras d’Ervideira branco de 2015 deste produtor alentejano, servido para acompanhar o queijo de ovelha com doce de malagueta – assim como o Terras d’Ervideira tinto de 2014 feito a partir das castas Touriga Nacional, que substitui a Trincadeira, Aragonês e Syrah – ostenta a nova imagem visual inspirado no triskelion, símbolo formando por três espirais entrelaçadas que simbolizam, neste contexto vínico, as três castas com que é feito este vinho, e no contexto laico e reliogoso são, por sua vez, a alusão a terra, ar e fogo, assim como a Pai, Filho e Espírito Santo. Em suma, um símbolo universal cujo objetivo é abrir mais portas além fronteiras.

Cada referência conta com um total de cerca de 70 mil garrafas, sendo o branco o preferido dos mercados belga e holandês, ao contrário dos tintos, que são mais consumidos nos países quentes.

O Invisível 2015 foi o par do polvo com migas de espinafres

E eis que chega o Invisível 2015, um vinho branco inspirado nos blanc de noir, feito a partir da casta tinta Aragonez. O Invisível nasceu de uma vindima noturna, sendo o mosto das uvas – ou “o sumo da lágrima de Aragonez”, nas palavras de Duarte Leal da Costa – transportado num camião frigorífico até à adega, onde segue para a câmara de frio. Aqui permanece a decantar durante 24 horas, sempre a baixas temperaturas, processo após o qual é inoculado com leveduras e a fermentação decorre a 12° C ao longo de 15 dias.

O Terras d’Ervideira tinto 2014 foi um dos pares do porco preto

Quanto à produção deste vinho, Duarte Leal da Costa fala sobre o aumento gradual de ano para ano – em 2015, venderam 50 mil garrafas, razão pela qual apontam para um incremento de 60 mil garrafas para este ano – e da versatilidade que comporta, pois pode ser consumido entre os 6 e os 8º C, para degustar com tentáculos de polvo e migas de espinafres, como entre os 12º e os 14º C, deixando transparecer, neste caso, uma personalidade mais forte que vai bem com um naco de porco preto e puré de batata doce e aipo.

O crumble de abóbora num casamento perfeito com o Vinha d’Ervideira Vindima Tardia

De volta ao repasto no Descobre, tivemos o Vinha d’Ervideira Espaumante nas boas vindas, o Conde d’Ervideira Private Selection tinto 2012 – tributo prestado ao Conde de Ervideira, que começou a produzir vinho em 1880 tendo recebido o título nobiliárquico graças ao trabalho de âmbito social na região alentejana onde se encontram, hoje, as propriedades de Monte da Ribeira e Herdadinha, da Ervideira – na companhia do naco de porco e o Vinha d’Ervideira Vindima Tardia lado a lado com o crumble de abóbora.

Feito a partir de uvas selecionadas de um talhão com a casta Antão Vaz, as quais são colhidas em novembro permitindo, assim, a podridão dos bagos e, ao mesmo tempo, o aumento da concentração de açúcares, sendo a fermentação feita, a posteriori, a baixas temperaturas durante 30 dias, ao que se segue o estágio de um ano em barricas de carvalho húngaro,o Vinha d’Ervideira Vindima Tardia “é um vinho para namorar, não é um vinho para as refeições”, remata Duarte Leal da Costa.

Brindemos! •

+ Adega Ervideira
© Fotografia: João Pedro Rato

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