GUIdance 2017 / Guimarães

Início do ano é, como já vai sendo hábito, tempo de falar de Guimarães que acolhe a 7.ª edição do GUIdance, um festival que tem colocado a cidade no roteiro internacional da dança contemporânea.

A abrir um cartaz de nove espetáculos, o GUIdance recebe Russell Maliphant pela primeira vez em Portugal, num momento em que celebra 20 anos de carreira. Para encerrar com chave de ouro, o festival apresenta um espetáculo de Wim Vandekeybus, também ele a assinalar a longa existência da sua companhia fundada há 30 anos. Destaque, ainda, para a presença de Tânia Carvalho, coreógrafa central no panorama da dança contemporânea em Portugal, com a estreia absoluta de uma nova criação e a reposição de uma peça do seu valioso reportório. À semelhança dos anos anteriores, os espetáculos desdobram-se entre o Centro Cultural Vila Flor e a Plataforma das Artes e da Criatividade.


© “Adorabilis”, Fabian Andres Cambero

O arranque da 7ª edição do GUIdance está marcado para 02 de fevereiro, às 21h30, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) com a estreia nacional de “Conceal/Reveal”, espetáculo que celebra duas décadas de colaboração entre o conceituado coreógrafo Russell Maliphant e o pioneiro designer de luz Michael Hulls, que juntos têm criado uma linguagem única entre luz e movimento.

Na noite seguinte, 03 de fevereiro, à mesma hora, no Pequeno Auditório do CCVF, o festival recebe a mais recente cocriação de João dos Santos Martins e Cyriaque Villemaux, “Autointitulado”, uma peça que estilhaça um conjunto de referências e memórias da dança. No dia 04 de fevereiro, às 18h30, desta vez na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, a dupla Jonas & Lander estreia no GUIdance “Adorabilis”, uma criação que se serve da riqueza da biodiversidade cultural e natural para criar uma dança-labiríntica. Na noite de 04 de fevereiro, às 21h30, no Grande Auditório do CCVF, Tânia Carvalho apresenta, em estreia absoluta no GUIdance, a sua mais recente peça, “Captado pela Intuição”, um solo que se situa entre o abstracionismo lírico e o figurativismo. Coreógrafa em destaque nesta edição, Tânia Carvalho retorna ao GUIdance no dia 08 de fevereiro, às 21h30, agora na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, com a remontagem de “De Mim Não Posso Fugir, Paciência!” (2008), um espetáculo que explora a relação de interdependência entre a música e a dança.


© “Autointitulado”, DR

09 de fevereiro, no Grande Auditório do CCVF, Luís Guerra apresenta “A Tundra”. Depois das incursões anteriores, que também envolvem natureza, Luís Guerra explora esta zona inóspita em que o belo “se desenha por entre ventos fortíssimos”. Nova estreia nacional no dia 10 de fevereiro, agora pelas mãos de Jefta van Dinther e Thiago Granato. Às 21h30, a dupla traz ao Pequeno Auditório do CCVF “This is Concrete”, uma coreografia que se aventura na encenação de algo íntimo em que o público é desafiado a embrenhar-se no espetáculo, como quem se suspende no tempo.

O GUIdance dá por encerrada a sua 7.ª edição no dia 11 de fevereiro novamente com uma dose dupla de espetáculos. Às 18h30, na Plataforma das Artes e da Criatividade, o palco pertence a Ana Jezabel e António Torres que apresentam no festival a estreia absoluta de “A importância de ser (des)necessário”, peça que reflete sobre as várias “mortes” por que vamos passando ao longo da vida. Às 21h30, no Grande Auditório do CCVF, o GUIdance fecha com a estreia nacional de “Speak low if you speak love”, de Wim Vandekeybus, espetáculo que reafirma a relação de grande cumplicidade entre o coreógrafo belga e o músico Mauro Pawlowski.


© “This is Concrete”, Renato Mangolin

À semelhança das edições anteriores, o festival apresenta um cartaz de atividades paralelas que aproximarão público, artistas, escolas e pensadores, afirmando o GUIdance como um importante acontecimento artístico no calendário de inverno. Há masterclasses com Russell Maliphant e Nuhacet Guerra da Companhia Ultima Vez de Wim Vandekeybus, conversas pós-espetáculo, sessões para escolas e debates sobre a questão da autoria, um tema instigador que terá dois tempos e dois painéis diferentes dentro da janela do festival, moderados pela jornalista Cláudia Galhós. O meeting point do festival acontece todas as sextas e sábados, a partir de meia-noite, no Café Concerto do CCVF com direito a dj set.

CCVF
© Fotografia: “Speak low if you speak love”, Danny Willems.

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