Quando os cordões dão lugar a fitas de cetim

A artista plástica e arquitecta portuense Cristina Rodrigues deu corda à imaginação e criou as suas primeiras botas para a FLY London em resultado de uma parceria com a marca de calçado portuguesa.

Chamam-se Interstellar, estão disponíveis em azul, camel, castanho e preto, e são as primeiras botas assinadas pela artista plástica portuguesa que, além de optar por grandes ilhós dourados, substituiu os tradicionais cordões por fintas de cetim, elemento de referência em obras da sua autoria que, neste contexto, conferem elegância e um registo diferenciador criado ao ritmo do legado estético da FLY London. Ao mesmo tempo, as botas são uma das propostas da colecção Outono/Inverno 2017 da reconhecida marca portuguesa de calçado, que marca presença, até hoje, na The MICAM – Feira de Calçado de Milão, em Itália.

Porém, o roteiro além fronteiras das Interstellar não fica por aqui. De acordo com o roadmap, as botas de assinatura de Cristina Rodrigues para a FLY London deixarão pegadas em diversas feiras de moda, objectivo que culminará com a apresentação oficial em um dos mais importantes eixos artísticos de Londres, pelas 18 horas de 12 de Setembro de 2017, a Menier Gallery. O mesmo espaço onde abrirá portas a exposição das obras de arte que inspiraram a artista plástica na criação destas botas. Com curadoria da apresentadora britânica Tara Aghdashloo, a mostra vai desde a “Urban Dwellers” – a instalação de arte contemporânea baseada na importância do calçado para as gerações urbanas e exibida, no Outono de 2016, em Sevilha – aos desenhos que deram corpo às Interstellar que resultaram, por conseguinte, na materialização desta parceira.

Sobre Cristina Rodrigues, relembramos que nasceu no Porto, em 1980, é licenciada em Arquitetura (2004), Mestre em História Medieval e do Renascimento (2007) e doutorada em Art & Design, pela MSA – Manchester School of Art (2016), no Reino Unido. Foi, precisamente, para a cidade de Manchester que passou a viver desde 2008, onde trabalhou como docente universitária e obteve uma bolsa de doutoramento na MSA. Em 2011, foi premiada com uma bolsa de investigação do Arts and Humanities Research Council, iniciando a concepção de obras de arte contemporânea. Desde então, o percurso profissional da artista plástica soma e segue, com destaque para a exposição “Women From My Country” (2014), na Catedral de Manchester , a qual foi distinguida pelo Arts Council of England, assim como as passagens pelo Guangdong Museum of Art, na China (2013); pelo MUDE – Museu do Design e da Moda, em Lisboa (2013), com a mostra “21st Century Rural Museum”; pelo Museu Nacional de Arqueologia no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa (2013/2014), com “O Meu País Através dos Teus Olhos“; pela Zweigstelle Berlin (2014); pela TIL Gallery, em Londres, Reino Unido (2014), com “A Manta”; pela Catedral de Manchester, em Inglaterra (2014); pelo Mosteiro de Alcobaça (2015), com “O Céu desce à Terra”; pela Mansão Senhorial de Tatton Park, em Inglaterra (2015), com “A Fonte da Felicidade”; pelo Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante (2015); pelo Palácio de São Clemente, no Rio de Janeiro (2015), com “A Beleza Que Não É Só Minha”, entre outros. •

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