“Maldita Matemática” / Bruaá

Quantas vezes rogou umas pragas à “Maldita Matemática” durante o seu percurso académico? Não só em adulto, mas também enquanto imberbe petiz.
Mesmo quando temos nos números, equações e fórmulas uma paixão, lá há aqueles dias em que a “maldita” nos coloca à prova o pensamento mais abstrato, junto com as nossas emoções.

E se lhe dissermos que, agora, há uma aventura (absolutamente) imperdível para ler com os seus mais petizes (e soltar o riso) graças a um problema daqueles que só tem paralelo com os monstros que habitam debaixo da cama? Já imaginou o desafio de abandonar o contreto para viver só no abstrato?

Falamos tão só e simplesmente de “Maldita Matemática” editado este ano (nem tudo é mau em 2020) pela Bruaá Editora.

‘Maldita Matemática’, com ilustrações [fantásticas] de João Fazenda, é um dos inúmeros e deliciosos contos saídos da pena de Arkádi Avértchenko, um dos grandes satiristas russos do princípio do século XX, tantas vezes comparado a Mark Twain. Nele, conhecemos Semion Pantalíkin, miúdo fantasista e sonhador, que arranjava maneira de exagerar todos os acontecimentos e, em geral, de ver em tudo o lado mais sombrio. Foi o que também aconteceu no dia em que o professor de Matemática ditou um problema diabolicamente difícil e apenas deu vinte minutos para o resolver. Um enunciado de tal forma abstrato que Semion, que vivia tão-somente no meio das imagens concretas, se vê obrigado a imaginar uma trama que lhe possa oferecer respostas, mas tudo o que consegue são mais e mais perguntas. E os vinte minutos estão a terminar…

Está lançado o isco para entrar nesta aventura Semion e descobrir se o miúdo sonhador resolve, ou não, o tão difícil problema, lançado pelo Sr. Professor da “Madita Matemática”.

A ter. A ler, por miúdos e graúdos. •

+ Bruaá
© Imagens: Bruaá Editora.

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