“Território comum” / Exposição d’Arquitetura

A Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha vai ser casa, até dia 25 de Maio de 2014, da exposição itinerante de fotografia “Território comum – Imagens do Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa, 1955-1957”. Uma exposição que reúne 100 fotografias do espólio da Ordem dos Arquitectos (OA), cujo levantamento fotográfico sob coordenação do arquiteto Francisco Keil do Amaral, entre 1955 e 1957, dando posteriormente origem, em 1961, à publicação “Arquitectura Popular em Portugal”.
Entre 1955 e 1957 o então Sindicato Nacional dos Arquitectos desenvolveu um levantamento denominado “Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa”. Pela mão de Keil do Amaral, 18 arquitetos tiraram cerca de dez mil fotografias porém, só um pequeno número delas foi reproduzida na célebre publicação “A Arquitectura Popular em Portugal“, que se torna uma obra fundamental na sedimentação de um certo imaginário do território português. No ano de 2011, as imagens pertencentes ao espólio original foram classificadas, tratadas e digitalizadas e colocadas on-line (www.oapix.org.pt), dando visibilidade pública única a muitas fotografias que nunca foram incluídas nas quatro edições do livro. Sem as normais limitações conceptuais e funcionais da edição do livro “A Arquitectura Popular em Portugal“, esta exposição, resultante de uma parceria da Fundação EDP com a OA, é composta por uma seleção de 100 novas impressões fotográficas e propõe uma nova e mais abrangente incursão por este imenso e extraordinário espólio fotográfico.
Uma exposição de fotografia que é muito mais que uma comum exposição de arquitetura, é uma viagem por um espólio de valor inestimável, com uma riqueza temática e estética ímpares, com ênfase no olhar sobre a arquitetura que desponta e que é legitimado neste projecto, com a convicção de que a motivação por uma nova abordagem da arquitectura implicou necessariamente uma renovada atitude perceptiva, que explorou as oportunidades de um território comum entre a arquitectura e a fotografia, em que a espontaneidade e intuição da arquitectura popular encontram a justa correspondência na espontaneidade e intuição da representação fotográfica. E o resultado não poderia ter sido mais arrebatador: uma visão que aglutina e cruza tempos e origens históricas, que procura as marcas e os gestos que moldaram a face identitária deste território singular, a agreste finisterra atlântica da mais ocidental das penínsulas mediterrânicas da Europa.
A exposição tem entrada livre e pode ser visitada de terça a sexta-feira das 10h às 16h30 e aos fins-de-semana e feriados das 14h30 às 16h30. A ir! •

 

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