1918, uma viagem sensorial com a Ach. Brito

O ano remete para a fundação da empresa dos irmãos Achilles e Afonso de Brito, no Porto, e, ao mesmo tempo, para a criação da nova linha de oito fragrâncias traduzida numa reinterpretação contemporânea.

Em dezembro de 2024 surge a ideia de criar uma rota sensorial, que imergisse em memórias aromáticas preservadas no universo Ach. Brito. Isabel Abreu, diretora criativa desta empresa secular do Porto avança, em dezembro de 2024, numa pesquisa exaustiva entre arquivos de imagens e escritos de outros tempos. O resultado surge em novembro de 2025, com uma identidade visual assinada pelo Studio Eduardo Aires, da Invicta.

O ponto de partida para esta viagem dos sentidos é feita pelas oito eau de toilette (€25/10ml • €52/50ml), cujos nomes atravessaram a linha do tempo, para chegar aos dias de hoje: Arabis, Arquivo, Barrocal, Bioma, Chimera, Comptoir d’Epices, Florela e Sublime. Todas disponíveis em frascos de vidro transparente de 100 mililitros, de linhas depuradas, dentro de caixas cartonadas vermelhas. Os padrões impressos no interior, inspirados no arquivo gráfico da marca, variam consoante o nome de cada aroma. As versões travel size, de dez mililitros, replicam o mesmo imaginário gráfico. Cada fragrância remonta para longas travessias oceânicas, que cruzam matérias-primas e culturas, com África, Índia e o Oriente no topo, no coração e na base.

Iniciemos esta rota com a Arabis. Criada pelo perfumista francês Jérôme Di Marino, tem África no coração, com o âmbar e a mirra a protagonizarem a pirâmide sensorial quente e persistente. O mesmo perfumista deu azo ao Arquivo, inspirado na Indonésia, com a lavanda e o patchouli de Gayo, na ilha de Sumatra no coração, conferindo uma composição terrosa, quase espiritual. 

O Barrocal remete para uma viagem ao sul do nosso país – o barrocal alentejano e algarvio –, com o arroz e o sobreiro a destacarem-se nesta fragrância amadeirada e, simultaneamente, subtil, com a assinatura do perfumista francês Mathieu Nardin, nascido em Grasse, cidade localizada no norte de Cannes e reconhecida como a capital dos perfumes franceses. Com Macau em evidência, surge Bioma, um floral frutado, com a flor de Osmanthus (conhecida como oliveira-doce) e o chá preto de Ceilão a traçar a elegância perfumada da composição desta fragrância.

A aromática Chimera celebra a força da natureza, à semelhança da figura pertencente à mitologia grega. Aqui, Jérôme Di Marino elegeu a lavanda, a sálvia e o sobreiro, para criar um contraste harmonioso. O oriental especiado Comptoir d’Epices tem o cunho da perfumista japonesa Julie Massé, que selecionou a noz-moscada e o cardamomo, para criar a intensidade alusiva à Índia. Floral é, por sua vez, Florela, do perfumista italiano Cristiano Canali, que contém a flor de Tiaré, tradicionalmente utilizada na produção do célebre óleo de Monoï, que nos remete para a década de 1980. Floral é também Sublime, que, pelas mãos de Jérôme Di Marino, une a Monoï, o jasmim e o sândalo, para enfatizar uma profundidade sensual que nos transporta para a tropicalidade de outras latitudes do planeta.

A linha 1918 é complementada por sabonetes perfumados (a partir de €3) disponíveis em quatro versões – a produção envolve uma base vegetal e é enriquecida com óleo de grainha de uva proveniente do Douro, óleo de jojoba 100% orgânico, óleo de amêndoas doces, argão, óleo de manga ou manteiga de karité, entre outros ingredientes –, cremes de mãos (€20), com manteiga de karité e óleos de macadâmia, argão e jojoba, e velas. As duas coleções dividem-se num trio perfumado com os nomes Archi (amadeirado), Jängai (fresco) e Oculto (especiado). Nas velas (a partir de €23), a opção varia entre o Bouquet (floral), o Néctar (floral frutado), o Nobre (especiado amadeirado) e o Terra Bruta (amadeirado fresco).

Sendo a Ach. Brito uma história intemporal, mais boas novas se vislumbram no horizonte.

Ach.Brito
© D.R.

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