A arte urbana portuguesa em África

Add Fuel, Mário Belém, Arraiano e Pantónio levaram a street art nacional para o coração da ilha de Djerba, na Túnisia, onde um museu a céu aberto reúne 150 artistas oriundos de 30 países: o Djerbahood.

Uma ilha: Djerba. Uma aldeia: Erriadh. Nome que significa “bairro” em árabe. Assim nasce Djerbahood, um projeto incomum que reúne 150 artistas oriundos de 30 países. Na lista constam a Espanha, o Reino Unido, Marrocos, a Arábia Saudita, o Japão, a China, a Austrália, o Brasil… que, a cada sete dias, deixa a sua marca nos Houch (casas com um pátio, em torno do qual são distribuídos os quartos e os espaços sociais da habitação), cálidos e de portas e janelas pintadas de azul, alinhados em ruas estreitas, refletindo a autenticidade de tempos idos em total harmonia com a irreverência da street art.

Assim, entre 7 e 15 de julho, Add Fuel, Mário Belém, Arraiano e Pantónio fizeram as honras da arte urbana portuguesa que, uma vez mais, deixa a sua marca além fronteiras, com a curadoria da arquiteta Lara Seixo Rodrigues – fundadora do Wool – Festival de Arte Urbana da Covilhã e da Mistaker Maker –, a convite da Galerie Itinerrance, de Paris, a promotora da iniciativa artística.

Acessível ao público, Djerbahood promete evoluir ao longo do tempo, onde novos artistas são bem-vindos e, em simultâneo, testemunha a abertura de um país em reconstrução cuja ilha, Djerba, tem Erriadh como uma aldeia judaica, a qual abriga a mais antiga sinagoga do norte de África e a segunda do Mundo.

Para (re)descobrir na próxima viagem à Tunísia. •

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