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Birds are Indie & “Migrations”

Amigos há mais de 20 anos, celebram este 2020 uns belíssimos 10 anos como banda. São uns resistentes, sempre surpreendentes, que sabem bem com celebrar aniversários redondos como este: editando um novo trabalho discográfico, para gáudio de todos os que os seguem bem de perto.  São os Birds are Indie e dão-nos “Migrations”, em duas viagens distintas.

Abril de 2020 não é só o mês em que fizemos e fazemos os possíveis para ficar em casa, sem desesperar, pelos motivos que todos sabemos. É, também e felizmente para manter um certo grau de normalidade, o mês em que é editado “Migrations – The travel diaries #1” dos Birds are Indie, com o selo da Lux Records. Este é o primeiro de dois volumes distintos: o #1 chega-nos em CD (editado no passado dia 17 de abril) e o #2 em vinyl (este a ver a sua edição adiada para 2021, consequências deste confinamento que todos vivemos – há que saber esperar e aguentar). Em ambos os formatos temos – e teremos – cinco canções da discografia anterior revisitadas, reinterpretadas e regravadas. Porém, como a música é matéria que lhes corre nas veias e lhes cobre as lustrosas penas, haverá também lugar para mais dez músicas inteiramente novas, estando cinco delas no CD e outras cinco no vinyl (saber esperar, por mais que custe, pelo vinyl).
“Migrations – The travel diaries #1” conta com a mistura e masterização de João Rui (a Jigsaw) e todas as músicas contaram, mais uma vez, com a participação no baixo – e algumas teclas – do convidado especial Jorri Silva (a Jigsaw) que também colaborou na gravação. A liderar todo este processo esteve, como habitualmente, o Bird Henrique Toscano; o mesmo sucedeu no artwork e design, saídos da mão da Bird Joana Corker.

Como pássaros independentes e inquietos que são – estar parados não é com eles, nem em quarentena (muito mexem em seus ninhos) -, ao longo destes 10 anos de história – e muitas estórias -, os Birds are Indie têm vindo a tornar-se numa apetrechadíssima caderneta de viagens físicas e sonoras, sem medos de partir à descoberta de novas paisagens, nem de regressar ao ponto de partida. “Em Migrations está muito presente a ideia de ida e regresso, seja porque o disco vagueia entre diferentes períodos na vida musical e pessoal [deste trio], seja porque o mote para as letras que o compõem é a sua própria inquietude, ora desamparada, ora desafiante.

Um álbum que teve como single de avanço “Black (or the art of letting go)” – com direito a um irrepreensível teledisco sobre o qual falámos aqui – e que, agora, nos dá um segundo teledisco com “Instead of watching telly”, música do álbum de estreia dos Birds are Indie – “How music fits our silence” – e uma das escolhidas para ser regravada, com novos arranjos; um teledisco mais que perfeito ou não fosse ele uma viagem pelas memórias, ao longo destes 10 anos, deste trio conimbricence imparável.

E tudo isto foi motivo para, mais uma vez, darmos dois dedos de conversa com Ricardo Jerónimo (RJ), Joana Corker (JC) e Henrique Toscano (HT) dos Birds que tantas vezes preenchem o universo sonoro da Mutante. Ora respondendo a uma só voz, ora respondendo isoladamente, eis a nossa conversa com o trio.

“Migrations”. Vocês são, indubitavelmente, uma das bandas onde o título do álbum tem sempre um significado muito bem justificado. Nunca é escolha simples, diríamos. Que traz este nome no bico?
Birds: A ideia do disco é fazer uma espécie de viagem musical pelo nosso percurso. Como a música nos transporta sempre para determinados lugares, uns físicos e outros emocionais, achámos que a ideia de “migração”, enquanto viagem cíclica mas, ao mesmo tempo, aventureira, se aplicava na perfeição. O sub-título “travel diaries” está relacionado com a ideia de que cada música conta uma história desta nossa viagem, enquanto banda e enquanto pessoas.

Os três Birds serão sempre seres inquietos e insatisfeitos, sempre à procura de novos “desafios”, viagens?
RJ: Não procuro necessariamente novos desafios, mas sei que inevitavelmente eles vão aparecendo ou tornar-se uma necessidade para evoluirmos e nos mantermos com o mesmo entusiasmo das primeiras vezes. Não tenho qualquer obsessão com o perfeccionismo. Apesar de gostar de fazer as coisas bem feitas (seja lá o que isso for), a insatisfação não me surge por achar que podia ter feito alguma coisa melhor, mas sim por achar que a posso estar a fazer de forma forçada, sem autenticidade. Isso sim, inquieta-me.
JC: Para mim, chateia-me sentir que podia ter feito melhor, mas este sentimento é uma constante na minha vida, relativamente a tudo.
HT: No meu caso, faz parte da minha natureza ser inquieto e insatisfeito com tudo na vida. Desde o acorde que dou na minha guitarra, até ao sabor do pudim Abade de Priscos que fiz ontem à noite.

Onde é que sentem que o regresso – agarrando na vossa ideia de “migração” – poderá ser sempre inevitável, pessoal e/ ou profissional?
RJ: À música. É algo absolutamente necessário na minha vida.
JC: Às pessoas. Embora seja uma pessoa introvertida, sinto falta de estar com amigos, família e desconhecidos.
HT: Física e emocionalmente, à Galiza. Somos sempre muito bem recebidos, tanto pelos envolvidos na produção dos concertos quer pelo público galego. Sem esquecer o polvo, as vieiras e as empanadas, que são maravilhosas. (Risos).

E uma ida, também pessoal e/ ou profissional, que ainda não aconteceu, mas está na vossa bucket list?
RJ:
Estávamos a tentar marcar um digressão no norte de Itália quando o covid-19 nos trocou as voltas… Seja com a banda, seja em lazer, espero um dia fazer essa viagem. Também gostava muito de fazer uma road trip com a Joana, na costa oeste dos Estados Unidos da América.
JC: Ter um estúdio fora de casa. Preciso de um espaço maior que não tenha medo de sujar/ desarrumar.
HT: Pessoalmente, gostava de tirar um mês, ou dois, para explorar de carro o norte da Escócia e as suas micro Ilhas com a minha cara metade, mesmo sabendo que é possível fazer um percurso de 10 dias. Profissionalmente, Brasil. Sei que temos por lá alguns fãs e aproveitava para visitar o meu irmão que vive em Brasília.

Porquê, em ambos os diários de viagem, o equilíbrio de cinco músicas novas vs cinco músicas revisitadas?
Birds: Inicialmente tínhamos 10 músicas novas, o que seria suficiente para fazer um disco novo “normal”, além de ser esse o número de anos que estamos a celebrar. Porém, a certa altura, à medida que o conceito do disco se foi solidificando, achámos boa ideia regravar algumas canções antigas. Foi a forma de materializar em música a ideia de regresso, de revisita, neste caso, a nós próprios. Assim ficámos com 15 temas que dividimos pelas duas edições. A ideia é CD e vinyl serem complementares e o design vai reforçar isso mesmo.

Mais uma pergunta cliché: porquê revisitar especificamente estas músicas?
Birds: O nosso critério foi ir buscar canções de EPs e LPs mais antigos, que já estão esgotados. No final dos concertos muita gente nos perguntava em qual dos discos estava “aquela” música que tínhamos tocado e só conseguíamos remeter as pessoas para a edição digital. Desta forma, algumas delas ganham nova vida, em formato físico, porque também têm sido algumas das que nos têm acompanhado de forma mais constante.

A propósito do álbum anterior falámos da vossa migração para uma editora – Lux Records com o Rui Ferreira – e da importância da experiência do Jorri Silva quer como músico convidado quer como na parte de gravação – na Blue House. Falaram-nos de um salto maior relativamente a álbuns anteriores, num amadurecimento de todo o processo de “fazer um álbum”. Evolução que, nós leigos, ouvimos e sentimos, principalmente quem vos acompanha desde o início.

Agora, vemos um novo nome a ser sempre referido, do João Rui (mistura e masterização). Que traz esta nova mão como uma mais valia para a vossa sonoridade?
RJ: A vontade de que fosse o João Rui a misturar e masterizar o disco – e não o Henrique, como aconteceu até aqui – deveu-se a estarmos a revisitar temas antigos e a querermos um olhar externo – neste caso, um ouvido. Queríamos alguém que abordasse as canções como se fosse a primeira vez e que não lhes tivesse “vícios” associados.
HT: No meu caso, gosto sempre de ter mais uma alma para martirizar enquanto se produz um novo trabalho. (Risos).

No álbum anterior, o Jorri Silva – além da parte do estúdio – tocou baixo e teclados, dando ao vosso som uma nova estrutura. Era inevitável ele juntar-se novamente, como convidado, neste álbum? Já faz parte do vosso mapa?
RJ: Sim. É alguém que percebe muito bem a nossa música e, adaptando-se a ela, sem querer distorcer a nossa essência, consegue ao mesmo tempo apontar-nos caminhos diferentes e dar uma preciosa contribuição enquanto músico.
JC: Acho que nem ele pode recusar. Nós sabemos onde ele mora… muahahah!
HT: Nem é preciso convidar o Jorri. Estamos mal habituados e partimos do princípio que podemos contar com ele, sempre que lhe é possível, tanto em estúdio como ao vivo.

Os Birds dos primeiros acordes, aqueles que bastavam para se viver, são hoje – neste “Migrations” – umas aves bem lançadas, com um ritmo onde mesmo o que era mais calmo aparece uma batida bem mais cheia. Porém, o vosso lado mais calmo jamais levará com o refrão “the art of letting go”, certo? É um equilíbrio necessário?
Birds:
Se há coisa que nos caracteriza – quer musicalmente, quer nas letras – é a ideia de contraste, de dualidade. A maneira como se lida com isso, seja através da ironia, da melancolia, da inquietação, é que origina essas diferentes “identidades” musicais. Como não queremos ceder a nenhuma delas em particular, o equilíbrio, ainda que instável, é-nos sempre necessário.

Esta é muito direccionada à Joana, mestre das artes gráficas. O grafismo do álbum é, mais uma vez, uma peça de arte gráfica. Vocês habituam-nos mal… São linhas topográficas, são curvas de nível, são mapas… mas também pedras. São uma alusão às vossas idas e regressos, peças que encontram no caminho, ou absolutamente nada disto?
JC: Para este álbum, tínhamos uma ideia de caminho, de viagem. Andei semanas e semanas às voltas com este conceito e não conseguia ter nenhuma ideia visual. Até que comecei a pensar no nosso percurso, que viemos do zero até chegar onde no encontramos agora. Como se tivéssemos emergido do chão e descolado para voar, e comecei a pensar em camadas de sedimentos, em pedras, em caminhos, em mapas… Tentei conjugar isto tudo como se fosse um puzzle. Depois, também achei engraçado a necessidade de voltar a cortar e colar papéis, pegar em tintas e pincéis, fazer carimbos, tal como fiz no início no artwork da banda.

Agora – porque já vos entrevistamos há uns anos e porque a vossa história está bem presente aqui na Mutante – vamos tornar isto numa conversa verdadeiramente informal com o claro objectivo de espicaçar uma sólida amizade com mais de 20 anos, entre os três, e um forte espírito de grupo com 10 anos de banda, tudo recorrendo a algumas das músicas que integram este novo trabalho, em CD.

“Needless to say” que instrumentos cada um de vós toca, mas…
Joana – Que instrumento gostavas de ver o Henrique tocar num próximo álbum?
JC: Quero ver o Henrique a pôr a boca no trombone.
Jerónimo – Um único instrumento para a Joana levar numa quarentena?
RJ: Um baixo short scale, para se entreter a aprender ainda mais um instrumento.
Henrique – Que instrumento jamais deixarias o Jerónimo tocar?
HT: Vuvuzela.

Talking about “Instead of watching Telly” e deixando a metáfora, presente na música, para trás…
Joana – Para que filme amarravas o Jerónimo a uma cadeira para ele ver, sem hipótese de fuga?
JC: Essa pergunta é difícil e complicada… Sei que não pode envolver esfaqueamento de pessoas. A última vez que fomos ao cinema, a coisa não correu bem…
Jerónimo – Que género de filme metias o Henrique a reeditar a Banda Sonora?
RJ: Um western qualquer, para ele fazer maravilhas com os seus tremolo e spring reverb.
Henrique – Que filme de animação levavas a Joana a ver e lhe pedirias um resumo ilustrado do mesmo?
HT: Fritz The Cat, na esperança que ela nunca o tenha visto!

“If only”… Ah se pudéssemos….
Joana – Com quem gostarias de ver o Henrique a tocar uma música?
JC: Como não dá para ser com o Bowie, paz à sua alma, talvez a Anna Calvi que bem sei que o Henrique aprecia a música da senhora.
Jerónimo – Com que músico gostarias de ver a Joana a cantar, uma música?
RJ: Com o Michael Stipe. É alguém de que ambos gostamos muito, quer musicalmente, quer na sua postura enquanto pessoa e artista. E a Joana ainda gosta dele por outros motivos… mas eu não sou ciumento.
Henrique – Com quem gostarias de ver o Jerónimo a tocar a sua acústica, numa música?
HT: Gostava de o ouvir a acompanhar, num concerto, o Kenny G num dos seus temas clássicos. Por mais bem pago que fosse íamos, para todo o sempre, azucrinar-lhe o juízo. Exemplo: Jerónimo – “Epá, eu não estou a gostar muito da maneira como esta música está a soar”; Todos – “Olha, lembras-te daquela vez que tocaste com o Kenny G? Não tens moral para opinar”.

“The Place”… Aquele sítio, só aquele.
Joana – Em que cidade metias o Jerónimo a passar cinco dias sozinho, sem rede?
JC: O homem já foi escuteiro, contudo, tem péssimo sentido de orientação sem qualquer tipo de apoio. Teria de ser numa cidade fácil de “navegar”… Talvez Nova Iorque. Assim, trazia-me um saco de bagels!
Jerónimo – A que cidade levavas o Henrique a uma almoçarada seguida de jantarada, só contigo?
RJ: Talvez Berlim, por ser uma cidade que ambos gostamos muito e onde já estivemos mais do que uma vez, mas nunca juntos. Mas se a viagem fosse a uma cidade onde ele nunca tivesse ido e, ainda mais, com o propósito específico de almoçarada-jantarada, então, definitivamente Roma.
Henrique – Qual a cidade onde deixavas a Joana perder-se sozinha, sem a perder de vista?
HT: Trancoso, munido de uma máquina fotográfica com um bom zoom. Não ia querer perder a oportunidade de lhe sacar umas fotos, para depois postar nas redes sociais, sempre que ela entrasse numa casa de enchidos, só para a espicaçar! (Risos). É sempre bom pôr à prova o vegetarianismo da Joana. Há quem diga… Diz-se por aí… que ela não resiste a um bom prato de enchidos, mas eu não sei de nada. Nunca vi nada. Nunca estava lá. (Risos).

Falemos de pezinho de dança e com 10 anos, há que dizer, já são “The Senior Dancer[s]”
Joana – Uma música para dançares com o Henrique, quando forem um pouco mais velhos?
JC: Eu acho que nunca dancei só com o Henrique… Mas poderíamos deslizar as nossas cadeiras de rodas ao som da “True”, dos Spandau Ballet.
Jerónimo – Uma música para dançar com a Joana reforma adentro?
RJ: Hum… tenho de escolher quatro, para as quatro “estações”. Em noites quentes e agitadas, a “You got good taste”, dos The Cramps. Ao som de toadas pop primaveris, a “The only one I know”, dos The Charlatans. Para espantar dias cinzentos, a “All that she wants”, dos Ace of Base. Num slow junto à lareira, a “Little arithmetics”, dos dEUS.
Henrique – Uma música para tu e o Jerónimo desgraçarem de vez as articulações, na pista, daqui a uns valentes anos?
HT: “Sex Beat” dos Gun Club! Obviamente! É, na nossa opinião, a melhor música de sempre!

E para terminar… “Something about the way she smiles”.
Joana – O que há de especial no sorriso do Henrique?
JC: Faz-me feliz quando ele sorri de felicidade.
Jerónimo – O que faz a Joana sempre sorrir?
RJ: O nervoso miudinho daqueles momentos em que sabes que não tens escapatória possível, por exemplo, em cima de um palco ou em directo para a rádio ou a televisão. Nessas alturas ela inevitavelmente sorri e basta um olhar meu para se desatar a rir.
Henrique – Como arrancarias um sorriso ao Jerónimo?
HT: Arrancaria um sorriso ao Jerónimo com uma piada seca que exasperasse a Joana. Isso daria um toque especial ao sorriso dele. A Joana não suporta piadas secas, ao ponto de termos uma quota diária para trocadilhos, quando vamos em tour. Eu e o Jerónimo somos profissionais em piadas secas.

“Migrations – The travel diaries #1” arranca forte com um “Black (or the art of letting go)” à cabeça e ruma para um revisitado “Needless to say”. Segue-se “I won’t take it anymore” bem batida para nos levar ao equilíbrio sonoro de “Time to make amends”. E atestando a sua identidade de contrastes “The senior dancer” faz elevar delicadamente e novamente o ritmo, para nos levar direitos à memória de “We’re not coming down”, no assobio que tanto gostamos de ouvir neste trio. Não paramos no sofá porque apoiamos o modo “Instead of watching telly” que faz pensar em “Something about the way she smiles”, para tudo terminar em dois clássicos birdianos “If only” e “The place”. São estas as 10 músicas para celebrar 10 anos em formato CD. É um primeiro volume de música bem cheia de contrastes, de acertados ritmos, de sonoridades heterogéneas, de músicas viciantes, de tudo o que caracteriza os Birds com quem hoje falamos.

Por fim, depois de verem a sua agenda com uma série de concertos cancelados e outros re-agendados, dado momento que atravessamos há umas semanas e com toda a incerteza do futuro que o momento traz consigo, o trio avança com novas datas e mantém outras, a partir de setembro. Entretanto, a banda não pára procurando viver nesta nova realidade que os tem afastados dos palcos e procurando, também, novas formas de chegar até vós, com a sua música.
Esperemos que estas datas já se possam realizar, dentro de uma nova normalidade:

[Alinhamento Actualizado a 15/06/2020]
18/06
, 21h10 – Theatro Circo, Braga.
25/06
, 21h30 – Salão Brazil, Coimbra.
26/06
, 21h30 – Salão Brazil, Coimbra.
27/06
, 21h30 – Salão Brazil, Coimbra.
28/06
, 17h30 – Salão Brazil, Coimbra.
11/09
– Festival Xiria Pop, Carballo, (ES).
25/09 – Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra.
07/10 – Costello, Madrid, (ES).
08/10 – Asklepios, Valladolid, (ES).
09/10 – Sala Creedence, Zaragoza, (ES).
10/10 – Llimac Elèctric, Lleida, (ES).
16/10 – Avenida, Aveiro.
04/12 – Casa da Música, Porto.

Um álbum obrigatório.
Uma banda para continuar a ter debaixo do ouvido. •

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© Fotografia: Francisca Moreira.

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