WOOL 2026

A Covilhã volta a ser palco do WOOL | Covilhã Arte Urbana para mais uma edição onde a criação artística é pretexto para o encontro e o reforço de laços comunitários. Pintura mural, instalações artísticas, acções comunitárias, exposições, música, cinema, quiz, workshops, conversas, visitas guiadas, almoço comunitário e muitas surpresas compõem o programa de celebração dos 15 anos do WOOL. 

O mais antigo festival de arte urbana em Portugal, que em 2026 celebra os seus 15 anos de actuação e transformação do território e da comunidade através da criação artística em espaço público, chega à sua 13.ª edição entre os dias 11 e 21 de junho. O WOOL conta novamente com uma programação multidisciplinar, de intensa criação e ocupação do espaço público, ambicionando continuar a assumir-se como um verdadeiro palco de interacção e intercâmbio – democrático e democratizador – onde se potenciam todas as capacidades da Arte e da Cultura para a construção de uma sociedade mais coesa e inclusiva.

Tendo-se apresentado em 2011, o WOOL actuou em diversas geografias, sob 21 formatos em território nacional e internacional, contabilizando um total de 272 intervenções artísticas (murais e instalações), realizadas por 70 artistas portugueses e 39 estrangeiros. Na Covilhã, com o objectivo concreto de usar as ruas para homenagear a identidade única local, ao longo das suas 12 edições na Covilhã realizaram-se 105 intervenções, que constituem o Roteiro de Arte WOOL, projecto estrutural para a cidade e região, recebendo anualmente centenas de visitantes.

Para 2026, e seguindo o caminho iniciado nas últimas edições do festival, a missão de descentralização cultural, de inclusão e coesão social e territorial através da Arte e da Cultura, volta a ser reforçada, convocando a participação de toda(s) a(s) comunidade(s) para actividades das mais diversas disciplinas artísticas, na crença de que esta forma de (re)descoberta, de auto-conhecimento, de confronto-encontro e partilha é essencial no combate aos medos em que navegamos hoje enquanto sociedade local e global e, primordialmente, na criação de esperança.

Lara
Seixo Rodrigues, directora artística da Mistaker Maker | Plataforma de Intervenção Artística e responsável pela organização, reflecte: “Poderemos já hoje afirmar que a maior singularidade do WOOL é precisamente ser um ponto de encontro de muitos locais e outros muitos que nos chegam de muitas outras geografias nacionais e internacionais. Na passada edição, fortalecemo-nos enquanto palco de participação, cientes de que somente na partilha e com o envolvimento de todos, sem excepção, poderemos construir um território mais inclusivo e sustentável”. 

Além da intensificação das acções artísticas comunitárias, a 13ª edição do WOOL conta novamente com pintura mural (de artistas nacionais e internacionais), instalações artísticas, concertos, filmes, residências artísticas, workshops, conversas, quiz, visitas, almoço comunitário. Mais novidades e surpresas irão sendo reveladas nos próximos meses. A programação será integralmente revelada a 15 de abril de 2026.

“Nesta edição, ambicionamos que o WOOL seja mundo. Que traga o mundo à Covilhã e que projecte (novamente) a Covilhã e Portugal no mundo”, remata Lara Seixo Rodrigues.

Como já mencionado, a criação comunitária assume-se como prática fundamental no WOOL, tendo ganho grande destaque na edição de 2025 com a acção artística comunitária “Todos Somos o Outro”, que juntou cerca de 500 pessoas, de vários pontos do país, na construção colectiva de um tapete.

Para a edição de 2026, os 15 anos de WOOL celebrar-se-ão novamente com a participação de todos. Desta vez, o convite endereçado é para a criação de pequenos quadrados de crochet, tricot, ou outra técnica de trabalhar o fio, que depois serão cosidos, resultando daí uma grande manta que irá cobrir uma casa do centro histórico da Covilhã.

Já a decorrer entre grupos séniores da Covilhã, esta acção, que se intitula “A Nossa Casa”, simboliza a construção colectiva de uma casa, num gesto de cuidado com todas as casas, com a cidade, com o planeta, a nossa primeira e última casa, gesto cujo simbolismo é local e nacional, mas também global.

“A Nossa Casa” servirá ainda para falarmos sobre a dificuldade crescente na compra/arrendamento de uma casa, sobre o significado de casa, que tantos procuram em migração. Servirá essencialmente para mostrar que quando nos juntamos em torno de uma construção comum, nos (re)conhecemos, nos aproximamos e podemos sonhar novos futuros, mais inclusivos, mais coesos, mais informados, com mais amor.

A não perder, mais uma edição do obrigatório WOOL, na recta final da primavera, na Covilhã! •

+ WOOL
© Fotografias: Apontamentos das edições de 2024 e 2025 do WOOL, DR.

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