Na parede, os quadros são coabitados por personagens inertes, congeladas no tempo. Manifesto de um vazio imenso, carregado, desmisticado pela cor, que preenche esse espaço que não contém coisa alguma, “anulando as zonas mortas e realçando a história que cada personagem tem para contar”. Quem o diz é Pedro Baptista, artista plástico, que remete “este conjunto de obras” para a procura constante da cor. Uma “atração cromática” associada a uma viagem a Marrocos, “onde me apaixonei pela presença tão marcante das texturas, dos pigmentos, cores e cheiros”. Falamos de “Paper thin walls”, a exposição do jovem artista plástico com inauguração marcada para as 18.30 horas, de 20 de março, no Espaço Boavista 73, em Lisboa.
catto2: natural pigment and acrylic on paper / 200 x 160 cm
saatchi: natural pigment and acrylic on paper / 200 x 160 cm
Pedro Baptista (Lisboa, 1980) inicia o contato com o desenho na década de 90 do século XX’, realidade que o leva a dar os primeiros passos enquanto pintor. Mais tarde termina o curso de Design de Comunicação, da Universidade Lusófona, em Lisboa, seguindo-se a Art Residence, na Escola de Artes Visuais, em Nova Iorque, e Berlim. No currículo constam as participações em exposições coletivas dentro – Lisboa e Açores – e fora de portas – Atenas, Nova Iorque e Berlim. Em 2011 torna-se um ativista WESC e, em 2013, é convidado pela Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa para desenhar o painel (mural) sob o tema “O retrato de Almada Negreiros”.
Quanto à exposição, está patente ao público até dia 20 de abril. Anote na agenda e visite. •
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