The Parkinsons, vetustos rapazes da cena musical, anunciam “The Shape of Nothing to Come”, o próximo álbum de uma das mais influentes bandas do movimento punk rock português.
Com um título fatalista, com uma carga e uma narrativa de sufoco, ansiedade e frustração que já são o cunho da banda que – para os mais atentos ao vasto leque da música feita por cá escusam demais apresentações – este disco conta com mais um conjunto de canções bem levadas e vividas ao limite dos limites: “mais límpido, mais cru, mas não perdendo a contaminação e a veia sonora dos álbuns anteriores“. Se já os viu ao vivo, sabe certamente do que é levar a música vivida até ao limite, até ao último acorde.
“Mais rebuscado no processo conceptual e estético mas nunca perdendo o fio condutor e a energia inerente à banda, ‘The Shape of Nothing to Come’ reforça o diálogo do não virtuosismo e do não conformismo. A visão do quotidiano, a crítica à vida moderna, o amor à cidade, os sonhos perdidos e recuperados, os sinais de esperança num presente negro nas suas políticas e liberdades continua a ser o palco de luta da banda. A metáfora continua a ser a expressão linguística preferida.”
Palavras mais polidas para um disco mais “equilibrado”. “As leis, a desordem, as lutas da banda, as visões de choque no desenvolvimento estético do álbum, tornam ‘The Shape of Nothing to Come’ no álbum mais urgente dos próximos tempos.” Com um trio de duros na base da banda – Afonso Pinto, Victor Torpedo e Pedro Chau – em constante irreverência, luta, divergências, e por vezes ruptura na concepção musical, nasceu assim este novo álbum, que vai ter de ouvir.
“Um álbum que soa a isso mesmo, a luta, a conflito que acaba por se fundir numa narrativa não expectável em que os novos recrutas João Silva (teclas) e Ricardo Brito (bateria) se moldaram e ajudaram a criar a nova moldura sonora da banda.” Gravado em nos Estúdios Blue House, em Coimbra, pelos já companheiros de guerra (João Rui e João Silva – a Jigsaw), este é “The Shape of Nothing to Come”. “O álbum que urge, o álbum que treme antes de nascer, ou que se calhar vai morrer antes de viver.” Esta nova forma dos Parkinsons é apresentado pela primeira vez, ao vivo, em Lisboa, com toda a liberdade no próximo dia 25 de Abril, mas depois segue para uma digressão europeia que passa já por Espanha, França e Reino Unido. Mais datas serão anunciadas muito em breve, para gáudio de todos os fiéis seguidores, apreciadores de punk e curiosos que gostam de abrir horizontes na música.
25/04 – Titanic Sur Mer, Lisboa.
26/04 – Salason, Cangas, Vigo; Espanha.
27/04 – Sala Buda, Benavente; Espanha.
28/04 – La Kelo Gaztetxean, Santurtzi; Espanha.
29/04 – Le Circus, Capbreton; França.
01/05 – Angouleme; França.
02/05 – Mondo Bizarro, Rennes; França.
05/05 – The Old Barn, Portsmouth; Reino Unido.
06/05 – Hipsville Festival, Margate; Reino Unido.
07/05 – New Cross Inn, Londres; Reino Unido.
12/05 – Sardina Fest, Barcelona; Espanha.
É ter o álbum. É ouvir de fio a pavio. É tomar nota dos concertos e viver a experiência de ver uma das bandas mais marcantes do punk rock de cá, ao vivo. O novo disco é lançado oficialmente a 27 de Abril com o selo da Rastilho Records. •