Do Douro ao Alentejo, passando pela Beira Interior, viajamos pelas vinhas mais altas de Portugal Continental.Resultado: vinhos frescos, elegantes e com baixo teor alcoólico.
Fruto das temperaturas mais elevadas e da crescente procura por vinhos frescos, as vinhas são plantadas a cotas cada vez mais elevadas. As amplitudes térmicas nas montanhas, com dias quentes e noites muito frias, retardam a maturação da uva. Esta ação preserva a acidez natural do fruto, originando vinhos com um perfil marcadamente fresco, elegante, com acidez vibrante, menor teor alcoólico e uma boa capacidade de guarda.
Alentejo

Alvarinho 2024 e Reserva Branco 2024 / Herdade Aldeia de Cima
Localizada no concelho de Portel, a Herdade Aldeia de Cima, apresenta dois brancos de 2024, o Alvarinho e o Reserva Branco.
Na Herdade Aldeia de Cima, Luísa Amorim, a proprietária, já tinha mostrado a sua audácia quando plantou a primeira vinha em patamares da região a 330 metros de altitude, junto à Serra do Mendro. Com o mesmo arrojo, apresenta agora o primeiro monovarietal, um Alvarinho com estágio de oito meses em depósitos de cimento Nico Velo (2.600 L) e seis meses em balseiros de carvalho francês (3.000 L, 2.º ano). O resultado traduz-se num branco que transporta a frescura da altitude da serra, tornando-o um vinho intenso e com identidade do território que o viu nascer.
O HAC Reserva Branco 2024 junta o Antão Vaz e o Arinto ao Alvarinho. Um vinho mais complexo com cada casta a dar o seu contributo para o todo.
Beira Interior

Cosmos / CARM
A Cosmos é a nova marca de vinhos DOC Beira Interior da CARM. As vinhas estão localizadas a mais de 600 metros de altitude na Vermiosa, freguesia do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, na sub-região de Castelo Rodrigo. A marca entra no mercado com dois Colheita e dois Reserva, brancos e tintos, marcados pela altitude e pelo clima, com grandes amplitudes térmicas diárias.
Os brancos, ambos da colheita de 2025, têm como base comum a Síria e a Fonte Cal, aos quais se adiciona a Arinto no Escolha e a Gouveio no Reserva. Quanto aos tintos, a Tinta Roriz e a Touriga Nacional são comuns, mas, no Reserva, entra também a Alfrocheiro. O Cosmos Tinto é de 2023 enquanto o Cosmos Tinto Reserva é de 2020.
A acidez é a linha que define os quatro vinhos, todos com características gastronómicas mas descomplicadas. Os Grande Reserva, branco e tinto, estão a estagiar nas estrelas.
Douro

Quinta Nova Rosé 2025 / Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Este é um rosé que já conhecemos, pelo menos, desde a edição de 2020. A tríade de castas durienses mantém-se com a Tinta Roriz (50%), a Tinta Francisca (30%) e a Touriga Franca (20%), agora sob a batuta do enólogo António Bastos. A vinificação, inspirada nos grandes rosés da Provença, com prensagem de cacho inteiro, tem como objetivo preservar a pureza aromática e delicadeza também se mantém.
Este é um rosé com um perfil talhado para beber à mesa. A fermentação e estágio em barricas usadas de carvalho francês (50%) dá-lhe estrutura, enquanto a passagem pelas cubas de cimento (25%) e pelos depósitos de aço inoxidável (25%) adiciona a frescura que se quer nos dias quentes.

Lavra Altitude / Lavradores de Feitoria
Lavra Altitude é uma nova linha de vinhos do Douro produzida pela Lavradores de Feitoria, a partir de uvas autóctones cultivadas em cotas superiores a 450 metros de altitude. Caracterizam-se pelo perfil fresco, consensual e acessível. São vinhos descomplicados, ideais para o consumo do dia a dia. Aptos para veganos e vegetarianos.
O Lavra Altitude Branco é de 2025, o Lavra Altitude Rosé é de 2024 e o Lavra Altitude tinto é de 2021.

Casa Velha Rosé 2025 / Adega de Favaios
Rosé feito a partir de uvas de castas tradicionais do Douro – Tinta Roriz 30%, Tinta Barroca 30%, Touriga Franca 30% e Touriga Nacional 10% – oriundas de vinhas plantadas no Planalto de Favaios, entre os 400 e os 600 metros. É um vinho com aromas vegetais e florais de frutos silvestres. Gastronómico com boa frescura e alguma intensidade.
Tchim! Thcim!


