De 22 a 29 de Maio, o festival Rotas & Rituais celebra o 40.º aniversário da independência das ex-colónias africanas através de documentários, música, conferências, uma exposição e um mural de arte urbana no emblemático Cinema São Jorge, em Lisboa.
A inaugurar a abertura do evento, é apresentado, a 22 de maio, pelas 21.30 horas, na Sala Manoel de Oliveira, “My hart of darkness”, de Staffan Julén e Marius Van Nierkerk, o primeiro dos 14 documentários da autoria de realizadores de todo o mundo, alguns dos quais premiados, com o objetivo de dar a conhecer as diferentes perspectivas da guerra, do colonialismo, da descolonização e da libertação.
A música é outro dos pontos fortes do festival, com o primeiro concerto agendado para o dia 27, às 21.30 horas, na Sala Manoel de Oliveira, com Nástio Mosquito, músico e artista plástico angolano, a subir ao palco ao lado de Moço Árabe, o novo projeto de Guillerme de Llera. Na noite de 28 de maio, à mesma hora, o mesmo espaço é reservado ao grupo Ghorwane, que irá encher o festival de boas sonoridades oriundas de Moçambique. A festa de encerramento está marcada, por sua vez, para 29 de maio, com o grupo histórico cabo-verdiano Os Tubarões cuja canção Labanta Braço, Grita Bo Liberdade dá o mote à oitava edição do Rotas & Rituais. A hora e o local do concerto são os mesmos.
No alinhamento do programa estão incluídas quatro conferências, coordenadas pelo rapper General D e as jornalistas Catarina Gomes e Marta Lança, nas quais temas e interlocutores pouco habituais dão voz à temática em redor do passado marcado pelo colonialismo e do futuro, que permanece em construção.
Já fora da sala principal do Cinema São Jorge, o foyer do São Jorge dará lugar a um Baile das Independências, conduzido pelos guineenses Djumbai Djazz. O festim está agendado para a noite de 23 de maio, às 23 horas.
Ainda no foyer do piso 1, e ao longo de todo o festival, está patente a exposição “Filhos do vento” composta por fotografias do fotojornalista do Público Manuel Roberto. Uma mostra que dá a conhecer os filhos que a guerra colonial fez nascer e esqueceu.
Palco privilegiado de intervenção social, a arte urbana ganha expressão na Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa, que solicitou a apresentação de propostas de construção de um mural que revisite as independências à luz da actualidade. As propostas eleitas serão realizadas no mural da Rua Cais de Alcântara durante o evento.
A entrada no festival Rotas & Rituais é livre – à exceção dos concertos, com um valor de 8 euros – e sujeita à lotação das salas. A ir.
+ Rotas & Rituais
Para partilhar com os amigos