Herdade do Rocim Sommelier Edition Marco Alexandre 2013

O nome diz tudo. Ou quase tudo. É um blend de castas tintas desenhado por um enólogo e um escanção portugueses e o resultado de um desafio que durou cerca de dez meses de trabalho.

O escanção Marco Alexandre e o enólogo Pedro Ribeiro, os autores do vinho

Touriga Nacional, Petit Verdot  e Alicante Bouschet foram as castas eleitas para o Herdade do Rocim Sommelier Edition Marco Alexandre 2013, um blend de três lotes submetidos a processos distintos realizados em adega, para criar um vinho cujo rótulo tem a assinatura do escanção do grupo Sana Hotels, Marco Alexandre, em resposta a um convite feito por Pedro Ribeiro, o enólogo da Herdade do Rocim, propriedade localizada no Baixo Alentejo, entre a Vidigueira e Cuba, e amigo do escanção há oito anos e porque “os nossos padrões de qualidade são muito idênticos”.

O desafio foi apresentado no início de 2015 e, segundo Marco Alexandre, foi um projeto que o fez sair “completamente do meu raio de ação”. Afinal, “participar na produção de um vinho, como sabe, foge um pouco ao métier do escanção. No entanto, temos que estar preparados  e temos de ter bons conhecimentos em enologia, para podermos perceber as variadas fases na produção de um vinho”.

Além disso, “um bom vinho – no sentido perfeito da palavra – é sempre o resultado daquilo que o produtor recebe da natureza! Quando temos excelente terroir, com características diferenciadoras na região, quando possuímos excelente sanidade nas uvas, tudo se torna muito mais fácil”, sublinha o escanção, que demarca os complementos que perfazem um trabalho feito na adega, durante as manhãs e as tardes de sábado.

Aos entendidos na matéria, eis o procedimento: As uvas foram acondicionadas em câmara frigorifica a 6º C durante 24 hora e submetidas a desengace e ligeiro esmagamento. Os cachos de Alicante Bouschet e Touriga Nacional foram pisados a pé em lagar de pedra por 12 dias e a fermentação foi feita com leveduras indígenas e com 25% do engaço; o Petit Verdot foi sujeito a maceração pré-fermentativa a frio durante dois dias e fermentado em balseiro de carvalho francês por 15 dias a uma temperatura de 24ºC. Por sua vez, o estágio decorreu em barricas de carvalho francês (75% barrica nova; 25 % barrica de segundo uso), seguido de um estágio em garrafa por um período de 6 meses antes de sair para o mercado.

Se é um projeto para continuar, “o futuro o dirá”, respondeu Marco Alexandre que, entretanto, “elaborei um menu para o vinho, pensado na presente jovialidade de garrafa”. Cá vai:
Entrada: Ovos mexidos, silarcas, manteiga de ovelha.
Do mar: Macarrão, atum dos Açores, flor de sal, lascas de queijo da ilha (cura: 18 meses).
Da terra: Bochecha de porco preto estufada, polenta com queijo de Nisa ralado, molho do estufado, legumes salteados.
Sobremesa: Seleção de queijos meia-cura DOP Serra da Estrela, Nisa e Amarelo do Fundão, compota de mirtilos, ameixa passa, nozes secas.

Brindamos? •

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© Fotografia: João Pedro Rato

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