Reunir amigos para partilhar momentos de felicidade é dos atos mais importantes da socialização humana. A alegria deve ser comemorada, não só nas designadas épocas festivas, mas sempre na companhia de boa música, dança, comida e bebida.
Espumantes
A produção de qualquer espumante começa com um vinho base, ou seja um vinho normal. Geralmente, pouco alcoólico e com elevada acidez é, depois, objeto de uma segunda fermentação que dá origem ao gás. Neste contexto, entram as várias técnicas de produção de espumantes. Os métodos mais comuns são: o tradicional ou champanhês e o método de tanque ou charmat.
Os vinhos espumantes podem ser mais secos ou doces, dependendo da concentração de açúcar. As designações são: Bruto Nature (0-3g/L); Extra bruto (3-6g/L); Bruto (6-12g/L); Extra seco (12-17g/L); Seco (17-32g/l); Semi-seco (32-50g/L) e Doce (acima de 50g/L).
Já o champanhe é um espumante produzido exclusivamente na região de Champagne, em França. O Cava em Espanha e o Prosecco em Itália são outros exemplos de espumantes bastante populares.
Os vinhos espumantes não servem apenas para fazer tchim, tchim! Muitos são excelentes parceiros à mesa e acompanham muito bem uma refeição do início ao fim.

Os clássicos do Soalheiro
O Soalheiro criou o primeiro Espumante de Alvarinho em 1995 e, recentemente, abriu a Cave do Espumante. O resultado da experiência de 30 anos pode ser comprovada nestas quatro referências da marca.
Soalheiro Espumante Bruto Alvarinho, o primeiro, o clássico dos clássicos, que se tornou referência. Estagia exclusivamente em inox e mantém as borras em suspensão até à tiragem e depois fica mais 18 meses a estagiar em garrafa.
Soalheiro Espumante Bruto Rosé, o blend de Alvarinho, Touriga Nacional e Pinot Noir. Estagia 12 meses em garrafa. É considerado um espumante gastronómico.
Soalheiro Espumante Bruto Nature, o biológico de Alvarinho, que faz 100% de maloláctica e ao qual não é feito o dégorgement. Estagia 24 meses na adega.
Soalheiro Espumante Bruto Barrica, o perfil mais complexo. Estagia 12 meses em barrica, seguidos de 36 meses em garrafa.
+ Soalheiro

Quinta da Lagoalva Dona Isabel Juliana Espumante Grande Reserva Bruto branco 2021
Após a fermentação, estagiou 36 meses em garrafa, em contacto com as borras antes de se executar o dégorgement, ocorrido em julho de 2025, com licor de expedição de um Fernão Pires de 2021. De cor amarelo-dourado, é elegante, denota aroma a panificação e frutos secos. Tem bolha fina, frescura marcante, boa acidez e persistência.
+ Quinta da Lagoalva

Espumante La Mer
Com base de Chardonnay e Pinot Noir, este espumante bruto natural passou 48 meses em estágio sobre borras. Apresenta bolha fina e cremosa, aromas delicados de fruta branca e subtis notas florais. Com notas de brioche e levedura, é fresco, elegante e seco, transportando-nos para a frescura atlântica das vinhas do sudoeste alentejano.
+ Vicentino

Mandona Brut Nature
Os novos espumantes da Mainova apresenta duas versões — Brut Nature branco e Brut Nature rosé.
O Mandona Brut Nature Branco, feito com uvas de Arinto, Verdelho e Antão Vaz, teve uma primeira fermentação a frio e espontânea, enquanto, a segunda fermentação aconteceu na garrafa, com um estágio de 46 meses sobre borras.
No caso do Mandona Brut Nature Rosé, feito com uvas de Castelão, o processo foi semelhante, mas o estágio foi de 24 meses.
+ Mainova

Quetzal Espumante Bruto
Elaborado com 50% de Arinto, 40% de Antão Vaz e 10% de Perrum. Depois da primeira fermentação, o vinho base ficou em inox e, ao fim de seis meses, foi engarrafado, onde
ocorreu a segunda fermentação e permaneceu cerca de 24 meses até ao degórgement. O aroma de fruta branca junta-se a notas de pão tostado. Na boca, é equilibrado, expressa boa acidez e frescura, e apresenta bolha fina.
+ Quinta do Quetzal
Licorosos
Os vinhos licorosos são obtidos a partir da fermentação de uvas doces (vinhos doces naturais ou de colheita tardia) ou pela adição de aguardente vínica (fortificados), que interrompe a fermentação e preserva o açúcar natural das uvas, resultando em vinhos intensos.
A produção e a qualidade dos vinhos doces naturais depende inteiramente das condições naturais da uva e da sua fermentação. Têm geralmente um teor alcoólico inferior aos fortificados. Estes vinhos são produzidos em várias regiões de Portugal a partir de diversas castas. No mundo, alguns dos mais afamados são os Sauternes de Bordéus, França, os Riesling de Mosel, uma região vinhateira alemã ou os Tokaji da Hungria.
Como exemplos de vinhos fortificados nacionais, temos o Vinho do Porto, o Madeira, o Moscatel e o Carcavelos. Fora de portas são famosos os Jerez na Andaluzia, Espanha, ou os Marsala da Sicília.
Também é possível produzir licores através da mistura de álcool (geralmente destilado) com frutas, ervas, especiarias, flores, sementes ou raízes, e adoçada com açúcar ou mel. Nestes casos, o resultado não é um fermentado como no vinho, mas sim um composto. Licor Beirão, Ginjinha, Licor de Merda ou Amêndoa Amarga são exemplos bem conhecidos deste tipo de bebidas.
Os licorosos são geralmente apreciados com sobremesas, queijos ou a solo.

Escarpiadona
Quem é de Condeixa sabe bem o que é a Escarpiada. Inspirado neste doce, feito com massa de pão, açúcar amarelo, azeite e canela, que pequenos e graúdos adoram, Miguel Castela, um jovem da terra, criou a Escarpiadona. É um licor para acompanhar a D. Escarpiada.
+ Escarpiadona

Um Colheita Tardia (À PARTE)
O Colheita Tardia (À PARTE) DOC Bucelas 2018 é o resultado de uma vindima manual seletiva de uvas das castas Arinto e Esgana Cão, das quais uma parte foi afetada naturalmente pela podridão nobre (Botrytis cinerea). Este fenómeno concentrou os açúcares, a acidez e os aromas de mel, damasco seco e açafrão, com uma grande elegância. Para preservar as suas características naturais e longevidade, estagiou em casco de carvalho durante cino anos antes de ser engarrafado. Um colheita tardia de exceção.
+ Biogrape

Um Tawny e dois Vintages Van Zellers & Co
O Van Zellers & Co 80 Years é um Tawny que resulta da mistura de mais de 30 castas tintas diferentes, tradicionais do Douro, vindimadas em vinhas velhas localizadas no Cima Corgo, sobretudo nos vales do rio Torto e do rio Pinhão. É um vinho bastante complexo no aroma e na boca, como é de esperar dos grandes Tawnies envelhecidos. Engarrafado mediante encomenda até ao limite de 75 garrafas por ano.
O Van Zellers & Co Vintage Port 2023 e o Van Zellers & Co Torrente Vintage Port 2023 apesar de serem do mesmo ano e nascerem no mesmo vale têm histórias diferentes. Enquanto o primeiro é um Vintage clássico do ano, o segundo é uma homenagem à corrente brava do Rio Torto. “Torrente é o sabor de um ano de energia bruta — uma tempestade dentro de uma garrafa.” nas palavras do enólogo Cristiano van Zeller. Mil garrafas do Van Zellers & Co Torrente Vintage Port 2023 ficarão a repousar na adega durante uma década, para serem apresentadas em 2035.
+ Van Zellers & Co

Krohn Vintage 2022
A Krohn assinala o seu 160º aniversário com este vinho, que também é o primeiro Vintage da Krohn anunciado por David Baverstock. O Krohn Vintage 2022 é expressivo e complexo no nariz, expressa aromas de frutos vermelhos silvestres. No paladar tem estrutura intensa e frescura, e um final longo para apreciar com calma. Este momento marca ainda a apresentação da nova identidade com a recuperação da grafia original nos rótulos. Um vinho talhado para festejar com elegância!
+ Krohn
Boas Festas!


