Madalena Vidigal apresenta Pedra da Mãe

Um vinho há muito esperado entre amigos

Lisboa, 22 de setembro de 2025. O dia soalheiro em pouco tempo foi dominado pelo vento fresco, a anunciar o primeiro dia de outono. Estávamos a poucas horas do equinócio, previsto para as 19h19, quando a Madalena Vidigal, rodeada de amigos que foi colecionando ao longo dos tempos no mundo do vinho e do turismo, deu a provar o seu primeiro vinho. 

Tempo é algo que marca este Pedra da Mãe Reserva tinto de 2021. Foi preciso esperarmos sentados e perguntar muitas vezes “Madalena, quando é que podemos provar o teu vinho?” para que este dia chegasse. 

O caminho das pedras começou nas proximidades de Évora, no coração do Alentejo, decorria o ano de 2013, com a plantação de três hectares de vinha com Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão, castas mais comuns noutras paragens. O objetivo é ter um vinho com “um perfil mais fresco, frutado, com mais acidez e potencial de envelhecimento”, afirma Madalena Vidigal.

A família de Madalena é de Cascais, onde trabalhou como responsável pelo catering num hotel, quando aceitou o desafio dos pais para se dedicar à vinha. A formação em gestão hoteleira nada tinha a ver com a sua especialidade. Assim, “Inscrevi-me logo numa pós-graduação em Viticultura, na Universidade de Évora. Mas foi depois, no campo, com a equipa que trabalhava na quinta e os vizinhos da terra – o senhor João, o Roberto, a dona Delfina – que aprendi tudo o que hoje sei sobre a minha vinha. Ganhei um carinho e um respeito imenso pela terra”, conta-nos com entusiasmo.

Este projeto não tem uma longa história nem um passado ligado a várias gerações, mas, em poucos anos, já enfrentou muitos desafios, como o escaldão de 2017 ou a pandemia, aos quais se somam, agora, as novas tendências de consumo de bebidas alcoólicas e a quantidade de vinhos e de marcas disponíveis no mercado. Perante este cenário, Madalena diz que “lançar este vinho foi mais do que um ato de paixão, uma missão. Sempre quisemos dignificar as uvas que a nossa vinha nos dá! Se cuidar dela exige tempo, dedicação e atenção, o mínimo que podemos desejar é que o vinho seja um justo representante desse esforço. Quisemos provar que é possível existir num mercado saturado, quando se tem algo realmente diferente para mostrar. E quando se acredita com tanta certeza como nós acreditamos, não é o passar dos anos que nos demove.”

Um vinho que faz a ponte entre o calor do verão e o frio do inverno

O Pedra da Mãe Reserva tinto 2021, um field blend com 13°, é o resultado de uma vindima manual feita no dia 6 de setembro, dia em que as uvas foram pisadas a pé num lagar de inox pela Madalena e pelos pais. O mosto passou diretamente para barricas de carvalho francês muito usadas, onde terminou a fermentação e permaneceu até ao engarrafamento em janeiro de 2024. Foram produzidas 2000 garrafas de 0,75 litros e o P.V.P. recomendado é de €24,95.

O rótulo, minimalista e sem distrações, carrega sobriedade, transportando-nos para a pedra de granito que está junto à oliveira e onde a mãe gosta muito de se sentar. Desenvolvido pela agência Another Collective, do Porto, é serigrafado a branco. O lacre, aplicado à mão no verão de 2025, é em verde-azeitona, “pois a pedra sem a oliveira que lhe dá sombra não seria a mesma”, recorda Madalena Vidigal.

O Pedra da Mãe tinto é um vinho para partilhar com os amigos num final de tarde ameno e que pode ficar para o jantar.

Um brinde aos amigos!

Pedra da Mãe
© Fotografia: João Pedro Rato

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