Pôpa Reserve

‘Reserve’ estes Pôpa!

Neste ano de celebrações, os irmãos Stéphane e Vanessa Ferreira decidiram ampliar esta gama de vinhos, com a criação de um nível intermédio. Mas as novidades báquicas não ficam por aqui.


No ano em que foi feita a 16.ª vindima e comemorados os 15 anos de produção vitivinícola, Stéphane e Vanessa Ferreira, irmãos e representantes da terceira geração da Quinta do Pôpa – propriedade localizada em Adorigo, no concelho de Tabuaço –, organizaram o portefólio vínico do negócio de família. Este trabalho determinou a ampliação da oferta vínica, com a criação do nível intermédio na gama Pôpa, os Reserve. Objectivo? “Para dar resposta a esta lacuna da inexistência deste patamar”, justifica Vanessa Ferreira.

Pôpa Reserve branco 2021 (€11,50) e Pôpa Reserve tinto 2020 (€11,50) protagonizam esta estreia. O primeiro é feito a partir do lote de castas brancas composto por Verdelho, Cerceal Branco, Folgasão, Viosinho, Gouveio e Rabigato; o segundo é elaborado com as variedades de uva Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinto Cão. Todas elas são típicas da Região Demarcada do Douro e conferem as respectivos características organolépticas a cada vinho – o branco revela frescura, acidez e sensação de mineralidade; o tinto denota elegância e tem um final longo.

No âmbito desta restruturação do portefólio de vinhos da Quinta do Pôpa, a gama Pôpa passa a ter três níveis distintos: Pôpa Selection, um trio de vinhos formado por um rosé, um branco e um tinto, e rotulado de “Jovialidade”; Pôpa Reserve, à qual a dupla de irmãos chamou de “Equilíbrio” e que possui o branco e o tinto atrás referidos; e Pôpa Black Edition, com um branco e um tinto, com “Profundidade”.

As novidades estão alinhadas com esta trilogia. Refira-se o Pôpa Selection rosé 2021 (€7,50), lote de castas tintas predominado pela Touriga Nacional a par com a Tinta Roriz. Pôpa Selection branco 2021 (€7,50) é feito a partir de castas brancas, que fazem parte da ampelografia duriense – Verdelho, Viosinho, Gouveio, Códega do Larinho e Malvasia Fina – e têm origem em vinhas de parceiros da Quinta do Pôpa, situados na sub-região do Baixo Corgo. Outra das boas novas é o Pôpa Selection tinto 2019 (€7,50), elaborado a partir de um lote de castas tintas – Tinta Roriz, Touriga Granca, Touriga Nacional e Tinta Barroca – proveniente de vinhas com mais de três décadas pertencentes a produtores de uva da sub-região do Cima Corgo.

É de lembrar que a Quinta do Pôpa, actualmente com 42 hectares de área total e 26 de vinha, possui apenas castas tintas. A uva branca é comprada, assim como algumas variedades tintas, a 14 pequenos viticultores maioritariamente das sub-regiões do Baixo Corgo e Cima Corgo, na Região Demarcada do Douro, cuja matéria-prima tem de obedecer a requisitos estabelecidos pela dupla Stéphane e Vanessa Ferreira, de modo a corresponder ao perfil traçado para os vinhos da Quinta do Pôpa. Esta parceria dura desde 2010.


No patamar dos Pôpa Black Edition (€15 cada), há um branco da colheita de 2019 e um tinto da colheita de 2018. O primeiro é feito a partir de uma mistura de castas colhidas em vinhas com mais de duas décadas situadas na sub-região do Baixo Corgo. O segundo é constituído por um lote composto por Touriga Nacional, Touriga Franca e Vinhas Velhas, castas vindimadas na Quinta do Pôpa.

A melhor maneira de conhecer estes vinhos e outras referências da Quinta do Pôpa é reservar um dos cinco programas de enoturismo disponíveis e, na data combinada, percorrer a EN 222, no Douro, para chegar a esta propriedade vinhateira e desfrutar de cada momento.

Brindemos!


+ Quinta do Pôpa

Legenda da Foto de entrada: A estreia dos Pôpa Reserve é protagonizada por um tinto da colheita de 2020 e um branco de 2021 / © João Pedro Rato

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