No Mama Lisboa a boa comida e a diversão estão garantidas

Diário de dois dias com o Pai no Mama Shelter Lisboa, onde não faltou comida e diversão



O dia da chegada

Querida mamã, 

Após uma típica manhã de escola e um almoço caseiro, viajámos, o Pai e eu, de metro, até ao hotel Mama Shelter Lisboa, no número 19 da Rua do Vale de Pereiro, junto ao Rato. Mal chegámos, cerca das 15h00, achámos logo curiosa a decoração deste, pois transmitia conforto, aliás, parte do seu nome, “Mama”, significa “mãe” em francês, país de origem desta cadeia, já que o conceito é que nos sintamos em casa da nossa mãe, com um ambiente acolhedor.

Visita guiada

Fomos guiados por Afonso Magalhães, responsável comercial deste hotel, que nos explicou que, por exemplo, no restaurante as doses são grandes, tal e qual como em “casa da mãe”. No teto preto deste amplo espaço, Benjamin Saillard, aka Beniloys, artista que colabora com a marca há vários anos, desenhou peixes brancos a lápis, tendo demorado quatro meses a fazê-lo.

Afonso continuou, dizendo que há cerca de 200 lugares sentados, só no restaurante, 40 num pátio coberto no inverno, no entanto, no verão é aberto, providenciando um espaço polivalente, que tanto serve como sala de reuniões, como uma espécie de escritório para onde se pode ir trabalhar um pouco. Também os colaboradores do hotel o costumam utilizar.

No último piso, o oitavo andar, está localizado o acesso ao “rooftop”, espaço amplo, com capacidade para cerca de 160 pessoas, aberto todos os dias no verão, de março a outubro, conforme as condições meteorológicas. No inverno apenas é utilizado para eventos. Após uma pequena sessão de fotos, como é típico do Pai, voltámos para baixo, num elevador, cujo vidro tinha um elétrico pintado, sempre continuando a nossa conversa, descontraidamente.

Este é um conceito do hotel, como o objetivo é que nos sintamos em casa da mamã, os colaboradores tratam-nos na segunda pessoa do singular, sem cerimónia. Depois da visita ao estabelecimento, fomos, o Pai e eu, dar uma volta a pé pela vizinhança. Descemos a movimentada Avenida da Liberdade, virámos para a Praça da Alegria, e subimos até ao Príncipe Real, para, em seguida, regressarmos ao hotel, a propósito de irmos jogar um pouco de matraquilhos.

Depois da passeata é hora de sentar à mesa

Em teoria era pouco tempo, mas acabámos por ficar cerca de 45 minutos a jogar, o que deu para três partidas. Cerca das 20h, fomos jantar. Quando chegámos o restaurante já estava quase cheio, essencialmente estrangeiros: franceses, ingleses, entre outros. Parece que tens muito sucesso, mãe.

Começámos a refeição com uma Focacheese, massa de pizza com queijo derretido e manteiga de ervas por cima, que nos surpreendeu pela positiva, pois não sabíamos ao que íamos, mas revelou-se ótima. Em seguida, o Linguini com Portobello veio parar à minha frente na mesa, sendo uma mistura perfeita de pasta italiana, cogumelos Portobello, molho de cogumelos e Parmesão, com um toque de manjericão, um jantar italiano autêntico da minha parte. Já o Pai optou por um polvo grelhado, que estava estaladiço, no ponto, numa cama de húmus, couve, algum grão frito e azeite.

A Dessert Party

Como se estas doses não tivessem sido suficientes para nós, dois glutões, decidimos pedir, por brincadeira, a sobremesa Dessert Party… ou talvez devesse dizer “a enorme tábua de sobremesas Dessert Party”… realmente fomos avisados que era muito grande, mas a teimosia venceu. Quando o monstro chegou à mesa, a infinidade do trabalho que seria deitar a baixo tanto doce caiu sobre os nossos ombros. Quase conseguimos acabá-la, ao fim de praticamente uma hora, tendo em conta que foi pensada para umas cinco pessoas, foi uma vitória, só faltou o “quase”, faltavas tu para nos ajudar, onde te meteste?

No entanto, não saímos pesados do restaurante, nem enjoados, significando que a tua comida é de qualidade e os nossos estômagos também. Por fim, subimos para o quarto a caminho de uma bela noite de sono, cada um na sua cama, bem mais confortável que a de casa, se desse para levar os colchões é que era… Boa noite!



O dia da partida

Querida mamã, 

Hoje acordei cheio de energia, sem surpresa alguma por isso, tendo em conta que a cama é muito confortável. Já vestidos e calçados, descemos para tomar o pequeno-almoço, cujo buffet era variado. Comecei por um taça de granola com leite, sim!, mais granola que leite, não haja dúvida. Sabes que sempre tive um verdadeiro fascínio por esta mistura de aveia com mel, não há grande surpresa.

Cortei o pão feito aqui, no hotel, coisa rara, pois este costuma já estar cortado, no entanto, é mais pessoal assim, para o comer com queijo, tanto curado, como fresco… que delícia de queijo fresco arranjaste para o pequeno-almoço, era ótimo. O croissant era grande e dos melhores, não era seco, portanto fizeste-o com uma boa massa folhada.

Para me empanturrar mais, fui buscar ovos mexidos, uma salsicha com ervas, bem deliciosa, e bem sabes que não sou grande fã de salsicha, juntando-lhes duas tiras de bacon, bem estaladiço. Para finalizar o tão apreciado pequeno-almoço, partilhei uma fatia de bolo de limão caseiro com o Pai, assim como um muffin de chocolate e dois pastéis de nata.

Subimos para o quarto, deixámos tudo arrumado e fomos dar uma volta pela cidade de Lisboa. Realmente, vivemos cá e nunca visitámos profundamente a nossa cidade, tendo já visitado tantas outras no estrangeiro… temos de a explorar melhor juntos. Atravessámos o Jardim da Estrela, espaço cheio de sombras, devido à quantidade imensa de árvores, provavelmente cobiçadas no verão. Entrámos na Basílica da Estrela, tendo observado a obra de arquitetura, engenharia, geometria, e a escultura proveniente da oficina Machado de Castro, que foi construída há mais de dois séculos.

Hora da pizza!

Continuámos o nosso passeio pelas ruas da Lapa, tendo mais tarde voltado ao hotel, ou, mais especificamente, ao restaurante, sedentos para experimentarmos o buffet de pizza que todos os sábados acontece no hotel, ao almoço. Havia cinco variedades e, como é óbvio, experimentámos todas.

Comecei pela Margherita, a mais simples, portanto, a que eu mais gosto, como bem sabes. A massa ultra fina destacou-se logo na primeira dentada, a napolitana é muito melhor, sem o exagero de massa a que somos habituados por cá. O Pai teve de comer com talher… mas até o desculpo nestas circunstâncias. Segui para a “4 queijos”, bastante intensa, mas muito boa para quem gostar destas misturas.

Depois, escolhi a “vegetariana”. Por favor não me censures por ser meu costume não escolher comida vegetariana, e agora afirmar que adorei. Mudando de assunto, em seguida, experimentei a pizza com salsicha e ananás, que ouvi dizer que era nova, mas que estava a ter grande saída, tal como as outras, felizmente.

Por fim, contrariando os meus instintos, pois sabes bem que não aguento picante, por muito pouco que seja, dei uma dentada na “Diabola”, que tinha como principal ingrediente, para além da base da pizza, salame picante. Fiquei surpreendido, afinal não picava, era muito boa, aliás. No entanto, o Pai comeu uma fatia e disse que era picante, mesmo não tendo feito fita, pois a intolerância ao picante tem a quem sair, obviamente.

Repete, repete, repete…

Após ter experimentado todas as variedades, repeti, como não pode deixar de ser quando se tem disponível tanto de bom. Nem chegámos a comer sobremesa, pois aproveitámos o espaço no estômago para a pizza, exclusivamente. Subimos para o quarto, agarrámos nos nossos pertences e fomos embora, após o check-out, claro. Sim, foi rápido… apenas passamos no Mama Shelter Lisboa por uma noite, mas havemos de ir a outros pelo mundo, pois há-os espalhados por outras cidades, de qualquer forma deu para aproveitar bem! Obrigado mamã!

p.s.: Sei que vocês já foram ao Mama Shelter Lyon e não me levaram!



© Fotografia: João Pedro Rato
+ Mama Shelter Lisboa

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