Miguel Laffan & Stars / Alentejo

As portas do intemporal L’AND Vineyards, em Montemor-o-Novo foram, durante o fim de semana, palco de uma estreia: o L’AND & Stars. Um evento consagrado em dois repastos ditados por chefs de Portugal, em ambiente de festa, com o mar a imperar na primeira noite.

A partilha de experiências e de sabores deram o mote para celebrar a alta gastronomia em pleno Alentejo dois dias depois da boa-nova de que o restaurante L’AND continuaria com uma estrela Michelin. E nada melhor que brindar o jantar com cerveja nacional Super Bock, produzidas sob a orientação de Beatriz Simões de Carvalho, beer sommelier da Unicer.

Vamos dar início à carta. O amuse bouche foi da autoria de Luís Barradas, o chef do restaurante lisboeta Sea Me, com um prato com um refrescante sabor a mar e a rio, um sunomono (pepino japonês em rodelas finas e marinado no su, um molho feito à base de açúcar, sal e vinagre de arroz) do Sado – algas, ostra, camarão, camarinhas, salicórnia e pepino. Para acompanhar, a escolha recaiu na cerveja Pilsener.

Bacalhau com todos é o nome dado ao segundo prato, este ditado pela dupla de chefs Renato e Dalila Cunha, do restaurante Ferrugem, em Vila Nova de Famalicão. Disposta numa meia lua, com os sabores e as cores em perfeito equilíbrio, a salada fria de bacalhau com creme de grão de Trás-os-Montes – informação realçada por Renato Cunha –, texturas de azeite, cebolinhas e cenoura em picle, caviares de vinagre, ovo de codorniz, azeitona galega, ervas finas e flores reuni consenso à mesa. Da cerveja veio a Bierre de Saison, uma edição privada da regrida marca portuguesa.

Das mãos de Ljubomir Satinisic, o chefe do 100 Maneiras, no coração de Lisboa, veio o jogo do galo e das damas que, de um lado apresentava as vieiras salteadas e, do outro, o nabo em azeitona preta desidratada e o torresmo de porco, enquanto o puré de boleto representava as linhas divisórias do tabuleiro, perdão!, no prato. Para beber com Super Bock Stout, uma “cerveja com maneiras”, tal como estava descrito na carta.

De Lisboa foi também a Tasca da Esquina, do bairro de Campo de Ourique, pelo chef Hugo Nascimento que ao pargo deu, e muito bem, o cogumelo, a abóbora e a toucinho.

E eis que chega o momento de Miguel Laffan, o chef do L’AND, com um suculento peito de pombo marinado em mel, maracujá e molho de soja, com um risotto de foie gras de comer e chorar por mais, acompanhados por beterraba acidulada que, juntos, combinavam e bem. O prato para combinar a festiva Super Bock Selecção 1927 Oktober Fest, concebida pelos mestres cervejeiros de Viena, de Áustria.

Para os pratos com açúcar, houve dois momentos. O primeiro resultou da autoria de Nuno Sousa, o chef pasteleiro do L’AND, que levou à mesa um delicioso tiramisu de pistachio com chocolate branco e cerejas confitadas, gelado de café e chocante de chocolate tainori. A harmonização coube àSuper Bock Selecção 1927 Chrtistmas Brew.

O segundo momento foi representado pelo chef chocolateiro António Melgão, do Capri, em Montemor-o-Novo que, na sala, defronte dos olhares curiosos dos presentes, recriou a sua sobremesa feita de chocolate e frutos vermelhos. Passo a passo, o chef explicou a sequência da elaboração de tão doce partida que, assim, parecia tão simples, mas cuja complexidade teria sido feita nos bastidores. No fim, uma bola de chocolate, em tom rosa escuro, que envolvia encantadoras iguarias foi partida com mestria, resultando num obra de arte tão apetecível. Sobre as bolas de chocolate servidas à mesa até houve mesmo quem quisesse levar uma para casa… Quanto à cerveja, a eleita foi a Super Bock Selecção 1927 Imperial. Stout. Brindemos a um tão delicioso doce final. •

Restaurante L’And
© Fotografia: João Pedro Rato

 

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